quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Febre terçã.

 

Tormentos de febre terçã, sono atribulado. Eu me revirava na cama como quem busca encontrar ao lado a água que mataria toda sede do mundo. Ela não estava ali.

Me lembrei de noite dessas, quando ainda presente ela veio me visitar. Me abraçou a alma devagar, o corpo não, no corpo ela deixou marcas permanentes.

Me olhou nos olhos como quem devora a alma e me fez a desejar. Eu era libido e paixão, eu só queria descasar nos seios dela, quando exausto do corpo pudesse ouvir o coração. Não me venha com intenções vagas, mulher! Eu caminhei até aqui, vidas após vidas, atravessei continentes. Eu encontrei o centro da terra dentro de ti, e ele era quente feito vulcão!

Você não sabe tudo o que eu atravessei para que pudesse finalmente te alcançar!

Os ditos tão exagerados desse poeta não conseguem descrever o que sente, quando te tem aqui. E quando perguntado qual a diferença desse para outros sentimentos, ele estonteado, quase que perplexo não sabe explicar e define que “é diferente”. Como se tudo o que viveu antes, fossem só o caminho que precisava percorrer para chegar até aqui.

Olha só, o sol ainda nem nasceu, e é por isso que com o coração em mãos eu venho te buscar. Você não precisa temer o meu coração!

Sangue, suor e o edredom. Tormentos de febre terçã, sono atribulado!

Eu sonhei com você. Mas a chuva tão forte me fez acordar!

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