No meu peito um coração cansado. Ainda doendo por tudo o que o alcançou.
Sem pensar em mais nada, saí por aí. Dia comum.
Ela cruzou o meu olhar repentinamente e passou a me falar do que pra mim era familiar. Como se me conhecesse, era tudo o que eu menos esperava. Era tudo o que eu mais queria. Meu Deus! Porque ela me traz isso? Eu não posso me afogar novamente! E começou a me falar sobre astros e estrelas. Refez meu mapa astral. Éramos tão compatíveis! Me parecia precoce e errado.
Abraçou meus medos de uma forma tão sorrateira e furtiva. Arrancou de mim até o que eu não queria dizer. Se apaixonou pelos meus defeitos. Eu tão a flor da pele, eu tão a mostra. Era tudo o que ela tinha para conhecer.
Eu tarde dessas pedi para não encontrar, me fechei nos meus devaneios. Ela cruzou meu caminho. Não procurei! Mas a encontrei, fim de noite. Sem assunto, sem procurar.
Me olhou nos olhos e me fez perguntas claras! Eu perdido me rendi! Tão bem vinda a sorrateira dona dos meus olhos! Parei para observar! E ela falava da liberdade que era amar. Eu me rendi. O poeta decidiu que seria uma boa ideia o amar. Ela o ganhou!
Olhos de luz, falas descomplicadas. Ela era uma atriz, assim como ele. Seria boa, mas não saberia fingir aos olhos de um outro ator. O desejava por inteiro, ele também passou a desejar que ela estivesse com ele.
Caminhe até mim sorrateiramente como dia desses, me deixe ser o dono do que mais desejas, e também do seu prazer. Porque aparentemente nossos corpos ainda inexistentes se conhecem de outras vindas. De outras vidas, da gente todo. Porque às vezes eu sinto que já te amei.
Bela moça do sorriso claro, dos cabelos de luz e do dia feliz. Eu quero morar nos sonhos bons que você sempre me recomenda.
No meu peito, o coração cansado, escolheu entender e se dispor a te amar. Até onde ele vai?