domingo, 19 de agosto de 2012

Lembranças

E por toda parte o cheiro dela me traz lembranças de um sonho bom, por um instante pensei em não arrumar a cama, me deitar e esperar até ela voltar, e sonhar, sonhar. Sabe amigo, eu sei que nem sempre fui um menino bom, mas é que o beijo dela me deixa um pouco deslocado, sem saber se é o coração no peito, ou no corpo inteiro. É que o cheiro dela grudou nos meus lençóis. É aquele querer bem por todo lado, o cheiro dela na minha camisa amassada, mais um acorde no violão, eu canto desesperado aquela saudade, desafinado. Falta voz na minha canção. E é dela o meu sorriso, aquele que por inúmeras vezes chamei de maldito, é bendito o sorriso da mulher que quero, são dela também os olhos, as canções e o coração. É dela aquela canção que toquei à beira da cama, cada acorde, cada palavra. São dela as palavras desse poeta, uma a uma. E por isso eu digo, são dela todos os sentidos que possam ser atribuídos ao que eu escrevo. Não se exalte não, mulher. Te torno imortal em prosa e verso, te trago pra mim, como o amor do poeta, te ofereço mimos e poesia. Não se assuste não, mulher, existem certas coisas que nem eu sei explicar. Sentado, calado, tão só a sua espera. Tão só sem mim, desde que você me levou pra junto de ti, desde que eu me sentei aqui pra esperar te ver novamente, desde que aquele beijo se mostrou o melhor, sabes qual o sabor do teu beijo, mulher? Sabes qual o sabor que tu tens? Tens sabor de chegada e partida o tempo todo, de uma forma calma ou intensa, sempre dizendo coisas como: “ Eu vim pra ficar, meu amor” ou “ Eu tenho que partir, mas deixo nos seus lábios aquele sabor que mais tarde voltará”. Sabes o sabor que tu tens mulher? Sabes? Tens sabor de aconchego, tens nos braços um imã que me traz o tempo todo pra você, tens nos olhos algo claro, algo raro, algo meu. Quem sabe eu tenha me esquecido do inverno que agora essa saudade me faz lembrar. Faz frio no centro do sudeste, sem você faz frio em todo lugar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário