domingo, 6 de março de 2011

Um amor comum, não apenas mais um.


Logo que se levantou calçou os chinelos, vestiu uma blusa e se direcionou a cozinha, o café estava quente mas a casa estava vazia e então ele se sentou na varanda, acendeu um cigarro e veio a pensar nela.
Pouco a pouco seu rosto foi se materializando em sua mente, ele conhecia cada um de seus traços, era o que ele melhor conhecia. Era o que mais queria, era tudo o que ele tinha.
Depois de um certo tempo ela atravessou a varanda com cara de bom dia, o beijou suavemente nos lábios, olhou em seus olhos e nada disse, eles não precisavam das palavras.
Certo dia eu quis tanto sentir o ápice de todos esses amores que descrevo, mas o único ápice em eu eu chegava era o da dor, o do sangue que rola em lágrimas, o do ópio.
Até que certo dia passei a enxergar amores comuns, desses que dividem a cama, compartilham as pequenas coisas, acordam, dormem, comem e respiram.
Enfim, foi aí que descobri o ápice do amor, em amores comuns que reviram o mundo, choram nos aeroportos e rodoviárias entre malas e o desejo da volta antes mesmo da ida, aqueles que simplesmente esperam pelo próximo nascer do sol, pra acordar, pra dormir, pra se ver, rever, se sentir.
Assim que apagou o cigarro ele foi até o quarto, com um sorriso sincero nos lábios, a beijou forte e a disse: - Já disse que te amo hoje?
Pois é, ele a amava todos os dias.

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